domingo, 23 de outubro de 2011

Os possíveis efeitos à saúde do vazamento da radiação


Os possíveis efeitos à saúde do vazamento da radiação
Caso não controlada, exposição pode provocar problemas gastrointestinais e câncer. Danos podem aparecer só anos depois.
Ainda que a dimensão da explosão na usina nuclear Fukushima 1 no Japão não seja conhecida pelas autoridades locais, os especialistas sabem que, caso não controlada, a exposição à radiação traz efeitos à saúde graves e perigosos.
A experiência anterior com o episódio semelhante ocorrido com o vazamento da substância Césio em Goiás no ano 1987, por exemplo, permitiu aos técnicos brasileiros mapear inúmeras doenças, algumas hereditárias, que só se manifestaram anos depois.
Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Goiás publicada em 2005 no Arquivo Brasileiro de Psicologia, “a radiação ionizante é invisível, inaudível, inodora, insípida. Possui ação microscópica que independe do tipo de substância emissora da radiação”.
Segundo os autores do estudo, “no caso de doses altas, a síndrome aguda de radiação surge logo após a exposição”. Já em doses baixas, “os efeitos podem ficar latentes e só aparecerem anos depois”.
Os principais problemas ao organismo são biológicos e também hereditários, manifestados apenas nos filhos das pessoas expostas às substâncias. Os principais danos são:morte por hemorragia, infecção ou deficiência imunológica, problemas gastrintestinais, leucopenia, câncer, anemia aplástica e aumento da incidência de outras doenças crônicas.
“Os efeitos agudos da radiação são observados em apenas horas, dias ou semanas após a exposição do indivíduo a uma alta dose de radiação, em um pequeno intervalo de tempo”, diz o estudo. Os sintomas característicos de tal exposição são: vômitos, náuseas e sangramento.
“É importante enfatizar que não há nenhuma doença específica ligada aos efeitos tardios da radiação. O que se verifica é um aumento da incidência de certas doenças, em relação à incidência normal”, completam os pesquisadores no estudo que encontraram 20 anos após o acidente sequelas importantes na população goiana, como transtornos psicológicos e depressão.
O cardiologista do Instituto do Coração (Incor), Sérgio Timerman, também já declarou que em populações que enfrentam tragédias como o terremoto e o tsunami no Japão podem sofrer mais de episódios cardíacos, como infartos e acidentes vasculares cerebrais.

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